ELEIÇÕES: OBJETIVOS E METAS

Faustino Vicente *

           “Objetivo e meta são diferentes entre si. Objetivo é a descrição (qualitativa) daquilo que se pretende alcançar. Meta é a definição em termos quantitativos, e com um prazo determinado.” O Comitê Olímpico Brasileiro não atingiu a meta de ficar entre os dez melhores países no quadro de medalhas, mas conseguiu realizar o seu objetivo. A Rio-2016 foi um sucesso.
           Uma série de fatos faz de 2016 um ano atípico. O impeachment da presidente Dilma, a Olimpíada e a Paralimpíada pela primeira vez no Brasil, salários atrasados de servidores públicos, políticos e empresários denunciados via Lava Jato, a “desnudez” do endêmico e sistêmico – Caixa 2 -, a revelação de balanços contábeis fraudulentos de empresas consideradas modelos de gestão organizacional e as “capilares” eleições municipais.
           Todos os candidatos, tanto para prefeito como para vereador, irão apresentar as suas propostas. Elas são necessárias, mas nem todas darão ao eleitor a certeza de que serão cumpridas. É de fundamental importância que os candidatos divulguem, para cada uma de suas promessas, o seu respectivo Plano de Ação, “ferramenta” operacional do planejamento estratégico. “O plano de ação define as ações a serem tomadas após coleta e análise de dados.”
           Para que tenhamos certeza sobre as propostas dos candidatos eles devem responder as seguintes indagações do Plano de Ação: O que será feito? Por quê? Como? Quem? Quando? Onde? Quanto?
           Para que a classe política faça uma reflexão sobre seu papel nas metas estabelecidas pela ONU em 2000 com 191 países signatários, inclusive o Brasil, para serem atingidas até o ano passado; 1.Erradicar a fome e a extrema pobreza – 2. Universalizar o ensino básico – 3. Promover a igualdade de gênero e a autonomia das mulheres. – 4. Conter a mortalidade infantil – 5. Melhorar a saúde materna – 6. Combater o HIV/AIDS, a malária e outras doenças – 7. Garantir a sustentabilidade ambiental e 8. Estabelecer parceria mundial pelo desenvolvimento.
           Para o Brasil acrescentaríamos o item 9 - Reduzir o elevado índice de violência. A eficácia e a eficiência da gestão pública nacional passa, obrigatoriamente, pelas seguintes reformas: política, tributária, administrativa, trabalhista e judiciária. Estamos convictos de que somente com essas reformas estruturais, poderemos reduzir a cruel desigualdade existente entre a ilha de ricos e o oceano de pobres.


* Faustino Vicente - Consultor de empresas e de órgãos públicos, professor e advogado – e-mail: faustino.vicente@uol.com.br - tel.(011) 4586.7426 - Jundiaí (Terra da Uva) SP

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