MEIO AMBIENTE

Faustino Vicente *

           Com o verão dando as boas vindas ao ano novo, a incorrigível alegria do povo brasileiro apresenta-se como perfeita anfitriã ao fomento de um dos mais promissores segmentos da economia mundial - o turismo –, fonte de divisas e de geração de empregos.
           Dentre as alternativas da indústria de entretenimento a nossa reflexão vai para o ecoturismo – polinização da cultura ambiental. O aumento da rentabilidade das pequenas propriedades rurais é fruto do valor agregado em atividades complementares. Do cafezal ao cafezinho, do trigal ao desjejum colonial ou das vinhas aos vinhos, descortina-se uma paisagem sedutora aos que “cultivam” o estilo da vida urbana.
           Cidades que produzem uva e vinho, colhem o privilégio de tornarem-se autênticas grifes mundiais graças as suas características: cor, doçura, acidez, taninos, álcool e corpo. Noé, o da Arca, é citado em Gênesis (9, 20) sobre a uva e no mesmo livro, (9, 21) sobre o vinho.
           Além dessas citações, há muitas outras destacando esses produtos na Bíblia e em outros livros que relatam a milenar caminhada da humanidade. Relíquias históricas provam que o trigo e a videira são cultivados desde tempos imemoráveis. Não foi por acaso, que o pão e o vinho foram escolhidos por Jesus Cristo (Ceia do Senhor) como símbolos vivos da sua missão divina na terra.
           Lembranças da pátria distante, comida caseira, música típica, exposição, artesanato, contato com a flora e a fauna podem compor um cenário de encantamento aos turistas.
           Com extensão continental, o Brasil pode fazer do agronegócio, das suas belezas naturais, da magia do seu futebol, da maior ópera de rua do planeta - o carnaval brasileiro - e da singular hospitalidade de seu povo, uma fantástica “cruzada de marketing” capaz de incrementar o turismo e alavancar as exportações.
           Lembrete: vamos explorar o turismo, não os turistas.
           O acirramento da concorrência globalizada e o maior grau de exigência dos consumidores, motivaram as empresas a consolidar políticas estratégicas de melhoria contínua de seus processos operacionais e da capacitação de seus recursos humanos.
           Como o diploma universitário nem sempre é suficiente para uma bela carreira sustentável, temos que, sistematicamente, agregar competências técnicas, aprimorar habilidades ecléticas de relações interpessoais e preservar a conduta ética – diferenças que fazem a diferença – no disputadíssimo mercado de trabalho.
           Concluímos que a qualidade mais valorizada dos empreendedores é reconhecida pela “beleza de ser um eterno aprendiz”.


* Faustino Vicente - Consultor de empresas e de órgãos públicos, professor e advogado – e-mail: faustino.vicente@uol.com.br - Jundiaí (Terra da Uva) SP

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