Lions Clube Jundiai Sul e Jundiaí Norte - Palestra Secretaria Municipal de Saúde, Tania Pupo, em 01/02/2011

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           Numa promoção conjunta dos Lions Clube Jundiaí Sul e Jundiaí Norte foi realizada dia 01/02/2011, na Churrascaria Estância, jantar festivo com palestra da Secretaria Municipal de Saúde de Jundiaí, Tania Pupo. Na oportunidade os convidados ouviram atentos as explanações da Secretaria que relatou o intenso trabalho desenvolvido na área da saúde em Jundiaí, destacados na reportagem do Jornal da Cidade abaixo:

AME, Regional e Campo Limpo vão desafogar sistema

             Hospital São Vicente de Paula e Hospital Universitário (HU) totalizaram, juntos, l.027.686 consultas médicas em 2010, superando os números registrados no ano anterior, de 898.211. Os números de internações nos dois hospitais também foram superiores, em relação a 2009. Tantos atendimentos levam a Secretaria de Saúde de Jundiaí a traçar uma nova meta para 2011: desafogar a demanda, sobre tudo nos atendimentos específicos e exames laboratoriais. Para atingir os objetivos, a Secretaria aposta na abertura do AME (Ambulatório Médico de Especialidades) - que já está reformado, à espera apenas do Estado assumir. O Hospital Regional também entra no pacote, porém, num prazo maior de tempo até que fique pronto. O hospital de Campo Limpo Paulista, que começou a ser construído em 2007 e ainda não ficou pronto, também vai ajudar, principalmente do ponto de vista de internações, já que contará com 92 leitos. Foram registradas em 2010, 14.414 internações, superior aos l3.300 de 2009. O mesmo acontece com o HU, mas em escala menor: 9.796, no ano passado, contra 9.635, no ano anterior. Exames laboratoriais e ambulatoriais foram 1.154.181, mais do que em 2009, quando l.018.502 exames foram feitos. O número de atendimentos odontológicos em Jundiaí no ano passado também alcançou expressivos 278.488, As internações cirúrgicas também bateram números altos: no São Vicente, foram 5.952, em 2010, contra 5.361, um ano antes. O HU manteve as mesmas 5 mil internações nos dois anos.

Secretária

             À primeira vista, os números de atendimentos assustam. Mas o impacto é amenizado se considerado que ambos os hospitais atendem pacientes de várias cidades vizinhas, que fazem parte da Divisão Regional de Saúde (DRS-7) - Itatiba, Morungaba, Cabreuva, Louveira, Itupeva, Campo Limpo Paulista, Várzea Paulista e Jarinu. Para se ter uma idéia, 28,5% das internações são provenientes dessas cidades da região. A outra parte, 71,5%, são de pessoas residentes em Jundiaí. "Claro que com o hospital de Campo Limpo vai desafogar, sobretudo com relação a internações. Mas não conheço o projeto daquele hospital, do que vai oferecer, para poder comentar mais sobre isso", afirma a secretária de Saúde de Jundiaí, Tânia Pupo. Mas ao que compete realmente a Jundiaí, está sendo feito. É o que garante Tânia. Ela informa que o prédio onde funcionará o AME já está todo reformado e apto a oferecer atendimento (não há previsão de data para funcionamento). Entretanto, diz que "já está sendo entregue para o estado, que vai administrar, Eles ficarão, agora, responsáveis por equipar e contratar profissionais", afirma ela. O Estado vai administrar mediante uma parceria com a Unicamp (Universidade de Campinas), que será a gerenciadora. "Quando o AME estiver pronto vamos realmente melhorar esse estrangulamento que sofremos e que temos de superar, que são os atendimentos específicos e exames laboratoriais", acredita. Enquanto o AME fica sob a burocracia e cronograma do Estado para funcionar, o Hospital Regional esta mais longe de ser realidade. A licitação para a reforma do antigo prédio, assim como para a construção de um novo imóvel, que será anexo, já foi aberta. "Já está em tramitação e logo será concluída. Aí poderemos dar continuidade. Esperamos que ainda neste ano o hospital comece a ser construído e reformado", diz Tânia. A assessoria de imprensa da prefeitura informou, ainda, que "Jundiaí atende plenamente o que preconiza a portaria 11/01, do Ministério da Saúde, que prevê três consultas médicas por habitante por ano e 0,5 exames para cada consulta realizada. Em Jundiaí são oferecidas quatro consultas médicas por habitante/ano, com 1 (um) exame para cada consulta realizada. Em Jundiaí, a população SUS (Sis- tema Único de Saúde) dependente é de 70%, ou seja, dos 370 mil habitantes, 259 mil utilizam atendimento público".

BANCANDO TUDO

Três anos depois, hospital seré entregue até julho

             Jundiai atende pacientes de cidades da região, mas não recebe qualquer valor que venha diretamente dos municípios, como uma espécie de ajuda. Contudo, é subsidiado pelo Ministério da Saúde, por meio do Programa Pactuado Integrado, que repassa um valor mensal para as despesas. Esse valor, entretanto, "é inferior aos gastos que temos com essa demanda, e a prefeitura precisa complementar", afirma a secretaria de Saúde de Jundiai, Tania Pupo. Sendo assim, o funcionamento do hospital de Campo Limpo Paulista será importante para que esse valor (oriundo do Ministério da Saúde) seja mais justo no atendimento da demanda excessiva que hoje é imposto aos hospitais de Jundiaí. Naquela cidade, segundo assessoria de imprensa da prefeitura, a expectativa de inauguração do hospital é em julho deste ano, três anos depois do início da construção. Os preparativos estão na reta final, com a fase de acabamento do prédio. R$ 17 milhões estão sendo investidos. Com o novo hospital em funcionamcnto, a expectativa é absorver a demands do município e diminuir significativamente o tempo de espera dos pacientes. Com o suporte de uma Unidade de Terapia lntensiva (UTI), a complexidade aumenta, pois terá condições de realizar pequenas e médias cirúrgias. O prédio teré 8,6 mil metros quadrados de área construída, dividido em três pavimentos. No térreo estão recepção, pronto-socorro, 11 consultórios de especialidades, centro obstétrico, três salas de centro cirúrgicos e uma unidade de terapia intensiva (UTI) com sete leitos - podendo chegar a nove em situações de emergência. O segundo pavimento conta com área de descanso lanchonete e o terceiro com quartos de internação. Ao todo, o hospital contará com 92 leitos, entre internação, UTI, consultórios e centro obstétrico. Haverá ainda, clínica infantil, UTU (7 leitos), serviço de raio X, sala de lactação, salas de enfermagem, sala de assistência social, necrotério, cozinha, lavanderia, almoxarifado, pronto-socorro com sala de espera, unidade ambulatorial, ortopédia e serviços de apoio. Com a entrega do novo hospital, o Hospital Nossa Senhora do Rosário será desativado e transformado em uma incubadora de empresas de tecnologia.

NÚMEROS

Metas para 2010 foram atingidas, segundo secretária

             Os desafios para 2011 existem, é verdade. Mas as metas de 2010 foram batidas, na avaliação feita pela secretária de Saúde de Jundiaí, Tânia Pupo. Segundo ela, o atendimento melhorou, ficou mais humanizado. Profissionais foram contratados e treinados para exercerem suas funções. E todo o sistema de saúde está sendo monitorado. Em relação à proposta inicial do início da sua gestão à frente da pasta, Tânia diz que os objetivos foram alcançados. "Houve melhorias e fizemos reestruturação da organização do da gerência. Também treinamos mais de mil profissionais, além de fazer investimentos nos treinamentos", afirma ela. "O atendimento, inclusive, hoje é mais humanizado". A secretária comemora, também, a queda brusca no número de reclamações, que "caíram de 200 por mês do início da gestão, para menos de dez por mês, hoje", salienta.

fonte: Jornal da Cidade

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